As Dominicanas e a Pregação

A Peregrinação anual ao Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima lembra-nos a nossa identidade dominicana: somos uma grande família, que vive o Evangelho, a Boa Nova de Jesus Cristo, ao jeito de S. Domingos.

Vários acontecimentos nos congregam para rezar, escutar e cantar, para louvar, bendizer e pregar: Os Irmãos (Frades) estão a celebrar cinquenta anos de restauração da Província Dominicana Portuguesa (11 de Março de 1962 - 11 de março de 2012). As irmãs, da Congregação de Santa Catarina de Sena, estão a celebrar 175 anos do nascimento da Madre Teresa de Saldanha, fundadora da Congregação. Estamos a preparar-nos para a celebração dos 800 anos da confirmação da Ordem Dominicana. O ex-Mestre Geral da Ordem, fr. Carlos Aspiroz Costa, propôs uma caminhada de nove anos, uma novena, com um tema de estudo e de reflexão para cada ano, como preparação para a grande celebração dos 800 anos da confirmação da Ordem, que, como sabemos, foi em 22 de Dezembro de 1216. Ao longo deste ano estudamos, reflectimos e vivemos sobre o papel da mulher na família dominicana e a pregação. “Vai dizer aos meus irmãos” (Jo. 20, 17), - “As Dominicanas e a pregação” .

Vai dizer aos meus irmãos” (Jo 20, 17), estas palavras do Evangelho são um mandato de Jesus ressuscitado a uma mulher: Maria Madalena. Ela foi a primeira testemunha da ressurreição e ficou conhecida como a “apostola dos apóstolos”.

Este encontro nacional da Família Dominicana recorda-nos que devemos fazer como Maria Madalena: acolher Cristo, Palavra encarnada, anunciar o Seu Evangelho. Recebemos do Pai o mandato de viver o amor fraterno, como fez S. Domingos, Sta. Catarina de Sena, Santa Rosa de Lima, a Beata Ascensão Nicol Goñi, Madre Teresa de Saldanha, e tantos outros membros da Família Dominicana.

Seguindo o exemplo de Nosso Pai S. Domingos, a nossa missão é anunciar Jesus Cristo. A Palavra encarnada leva-nos a viver na contemplação, amantes da oração, e coerentes com a nossa fé, generosos no serviço aos irmãos, membros vivos da Igreja e construtores da paz, do amor e do perdão, na luta contra a mentira, a injustiça, a miséria física, moral e espiritual. Ao jeito de S. Domingos queremos viver na verdade, abertos e disponíveis a fazer a vontade de Deus.

Peregrinar é ir à procura de um modelo, à luz de Deus. Peregrinar a um santuário mariano é escutar tudo o que se refere a Nossa Senhora, desde a Anunciação ao Pentecostes. É tentar fazer com Ela, e por Ela, o mesmo caminho, de docilidade à voz de Deus. Peregrinar é querer mudar de vida, converter-se, para melhor, para Deus.

Este encontro é uma graça e bênção de Deus, por intermédio de sua Mãe Santíssima, e dos pastorinhos de Fátima; é um convite à escuta da Palavra de Deus e à contemplação dos Mistérios do Rosário, de Jesus e Sua Mãe, que nos convidam, hoje e sempre, para a Pregação, amando e respeitando todas as culturas, todos os povos, com as suas tradições e riquezas espirituais e culturais.

Este encontro leva-nos a reflectir sobre a missão comum da Ordem Dominicana: a graça da pregação, atentos aos “sinais dos tempos”, saber escutar Deus, ouvir os Seus apelos, perceber a Sua vontade para anunciar o Evangelho de Jesus Cristo a todos os povos da terra.

Juntos, com Maria, Louvamos, Bendizemos e Pregamos Seu Filho Jesus e nosso Senhor. Somos Dominicanos e Dominicanas e, à semelhança de S. Domingos, que guardava a noite para Deus e o dia para os irmãos, com Maria, Rainha do Santíssimo Rosário, contemplemos Jesus, que ama cada um e cada uma e quer fazer de nós suas testemunhas.

Entreguemos a Maria o nosso coração, para que nos purifique, nos converta a seu Filho, e nos indique, com clareza, o rumo da nossa vida.

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